Anita Aguila é atriz argentina improvisadora, e hoje postou em seu facebook, uma homenagem a todos àqueles que se dedicam a esse ofício, em seu dia. Trata-se de um texto lindo de Osqui Guzmán, ator argentino, com larga experiência internacional em Improvisação Teatral e docente da arte em seu país.

Quero através da propagação desse abraço em palavras, levar minha homenagem a todos os amigos, professores, mestres e ídolos da Improvisação Teatral. Viva a Impro!

IMPRO

por Osqui Guzmán

Detrás de lo que vemos están las sorpresas…
Inesperadas, como accidentales hazañas de la realidad,
nos desafían a enfrentarlas.

Vamos hacia las sorpresas,
fatales o divinas, alucinados del asombro.

Improvisar: Vivir el claro mundo de un recién nacido, armando a
manotazos la experiencia. Ser víctima o victimario.

Aceptarlo.

Un improvisador acepta: que le toca perder,
ganar, dejarse besar, dejarse matar,
arrastrarse, humillar, amar a sengre fría.

Un improvisador sabe que lo que está hecho, hecho está;
y por eso su historia nunca se detiene. La intuición es su ley, y su camino,
la disciplina de lo natural.

El improvisador no es un hombre de suerte.
La suerte es para los desesperados.

Quien desespera deja de jugar y
se dedica a perseguir la poca buena
o mala suerte que le toca.

Un improvisador frente al abismo,
no piensa en la posibilidad de caer,
sino en la probabilidad de volar.

Un improvisador es un guerrero de Castañeda, vive de actuar,
no de pensar en actuar, ni de qué pasará cuando haya actuado.

Un improvisador no se vale de ningún truco,
de ninguna herramienta, de ningún salvavidas,
porque su práctica es la libertad.

Su desafío en el tiempo es mantenerse vivo en el presente.
Ese es el juego

Los improvisadores llegan de la gente,
viajan, se cuelgan y están locos como un remolino de hojas y papeles anunciando lluvia.

Juntan pensamientos, deseos, ideas.
No son gente de suerte ni conocen trucos.
Tampoco se sirven de estrategias para mentirnos lo que
cuentan.

Se deslizan por la fantasía
como el más desprevenido de los
oficinistas.

Se adueñan de los ministerios por la noche,
como el personal de limpieza.

Se sirven de todos, bebiendo hasta la última
gota de los dulces deseos, de los sueños de moda,
de las penas de siempre.

El improvisador juega por la vida.
Porque sabe que la pasión es huella.
Que la muerte es mentira.

IMPRO

por Osqui Guzmán

Atrás do que vemos estão as surpresas …
Inesperadas, como as acidentais façanhas da realidade,
nos desafiam a enfrentá-las.

Vamos em direção às surpresas
mortais ou divinas, alucinados de admiração.

Improvisar: Viver o claro mundo de um recém-nascido, armando a palmadas a experiência. Ser uma vítima ou agressor.

Aceitá-lo.

Um improvisador aceita: que seja a vez de perder,
ganhar, deixar-se beijar, deixar-se matar,
arrastar-se, humilhar, amar a sangue frio.

Um improvisador sabe que o que está feito, feito está;
e por isso sua estória nunca para. A intuição é sua lei e seu caminho,
disciplina do natural.

O improvisador não é um homem de sorte.
Sorte é para os desesperados.

Quem se desespera deixa de jogar e
se dedica à buscar a pouco boa
ou má sorte que lhe pertence.

Um improvisador frente ao abismo,
não pensa na possibilidade de queda,
mas sim, na probabilidade de voar.

Um improvisador é um guerreiro de Castañeda, vive de agir,
não de pensar em agir, nem do que acontecerá quando tiver agido.

Um improvisador não utiliza nenhum truque,
nenhuma ferramenta, nenhum salvavidas,
porque a sua prática é a liberdade.

Seu desafio ao longo do tempo é se manter vivo no presente.
Este é o jogo.

Os improvisadores vêm do povo,
viajam, se penduram e são loucos como um redemoinho de folhas e papéis anunciando chuva.

Juntam pensamentos, desejos, idéias.
Não são gente de sorte ou conhecem truques.
Também não usam de estratégias para nos enganar sobre o que contam.

Se deslizam pela fantasia
como o mais desprevenido dos
funcionários públicos.

Assumem os ministérios pela noite,
como um profissional da limpeza.

Se servem de todos bebendo até a última
gota dos doces desejos, dos sonhos de moda
das penas de sempre.

O improvisador joga pela vida.
Porque sabe que a paixão é cicatriz.
Que a morte é mentira.


Anúncios