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Hoje tivemos mais dois espetáculos geniais no Festival Internacional Los Improvisadores em Santiago no Chile.

Começamos o dia com Links, do Improcrash da Argentina.

Espetáculo do Improcrash tem a sua cara: jovem, rápido, interligado e com grande qualidade técnica e de conexão entre os jogadores. Enquanto Luciano Barreda estava em uma mesa lateral, provido de um computador com conexão à internet e diversos recursos de sonoplastia eletrônica, Paula Farias, Charo Lopes, Rodrigo Bello e seu convidado Omar Argentino (que é criador da concepção do espetáculo) pedem à platéia palavras, frases e sentimentos diversos, que vão dar origem a buscas por vídeos no youtube, que servirão de inspiração de construção de cenas.

Os vídeos os inspiram, e pela intervenção improvisacional de Luciano, interligam-se à cena, não somente legendando-a como também se tornando mais um jogador participando da cena proposta. Utilizando de diversos recursos de humor, excelente interação entre os jogadores e uma enorme capacidade de criar links internos entre as cenas propostas.

O espetáculo tem uma proposta muito moderna, atual e tem execução irrepreensível.

O segundo espetáculo da noite foi o Teatro de Gorilas. Espetáculo criado por Keith Johnstone, um dos formatos do Internacional Theatresports Institute, Teatro de Gorilas é um espetáculo de diretores.

Uma banda de improvisação musical inicia o espetáculo, animada por um saxofonista que é também mestre de cerimônia. Ele aquece a plateia cantando uma canção e convocando o Gorila, que levará o vencedor do campeonato para viajar com ele. Destaco a banda que consegue trazer uma música animada, não perdendo a capacidade de ser extremamente sofisticada.

Cada um dos jogadores desafiados da noite: Omar Medina (Complot Escena/ México), Omar Argentino (Improtour/ Argentina), Ignácio Lopez (Impromadrid/ Espanha), Felipe Ortiz (La Gata/ Colômbia), Monica Moya (Colectivo Mamut/ Chile) e Marcio Ballas (Jogando no Quintal/ Brasil), propõe dois jogos e os dirige para os demais competidores e são avaliados pela plateia como jogos bons ou ruins. Os jogos bons são premiados com banana e os jogos ruins são punidos com um castigo (improvisar cena desafio, por exemplo).

Jogos muitos variados, com diversas propostas absolutamente diferentes (desde uma cena de excluir um jogador da cena até um musical improvisado), diversas oportunidades de desafiar os convidados dentro de suas características e expandir o intercâmbio de conhecimento.

No dia de hoje se sagrou campeão Felipe Ortiz, do La Gata Impro da Colômbia,  vencedor do Teatro de Gorilas.

Mas quem ganhou mesmo, mais uma vez, foi a Improvisação Teatral.

Amanhã é dia de Tell Araña do La Gata Impro e o Match de Improvisação nesse link, já explicado teoricamente por esse blog, entre jogadores selecionados de todo o mundo.

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Segundo dia do Festival Los Improvisadores no Teatro Oriente em Santiago, Chile.

Hoje somos presentedos com três espetáculos de Impro.

O primeiro deles é o infantil Macedônia, do Improcrash da Argentina.

Usando roupas esportivas coloridas em duplas, os quatro integrantes (Charo Lopes, Paula Farias, Rodrigo Bello e Luciano Barrreda) entram ao som de uma música eletrônica que nos lembra um jogo de vídeo game, dançando uma coreografia que lembra muito a dinâmica desse tipo de jogo. Logo depois, cada um deles, entra com uma plataforma, que é solicitada ao público, caracterizado de um personagem, que geram cada uma das cenas. Na última cena, crianças são chamadas ao palco para construirem junto com o elenco uma estória improvisada.

O espetáculo é bastante dinâmico tem um ritmo bastante ágil e alegre, cada um dos personagens contruído por cada integrante consegue ganhar a atenção das crianças, que ficam entretidas e concentradas o tempo todo. Um belo e divertido espetáculo infantil.

O segundo espetáculo do dia é o Solo de Impro, de Omar Argentino Galván.

Uma cartola, um chapéu e uma gravata nos esperam no saguão do teatro, penduradas em um mancebo de madeira. Nele, colamos diversas frases e palavras que ajudarão um dos maiores gênios da improvisação mundial a escrever seu solo de impro.

Sob a inspiração  do músico improvisador convidado do dia, Omar começa a tecer sua colcha de retalhos levando a interligar suas estórias através do efeito borboleta. Sendo a segunda vez que assisto, destaco o estilo Cortazar, que finaliza o espetáculo de forma lírica, onírica e sempre impressionante.

O terceiro espetáculo da noite foi o Jam Session.

Apresentado por Nadine Antler (do Die Kaktussen) e Carlos Alberto Urrea (La Gata Impro), improvisadores de 6 países propõem exercícios de improvisação para cada um dos demais colegas de improvisação gerando um intercâmbio de experiências e aprendizado. Alemanha, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México, representados por Die Kaktussen (Florian Toperngpon), Improcrash (Paula Farias e Luciano Barreda), Jogando no Quintal (Marcio Ballas e Rhena de Faria), Colectivo Mamut (Monica Moya e Nico Belmar) e Improvisadores (Maly) , La Gata Impro (Daniel Orrantia, Juan Gabriel Turbay, Mabel Moreno e Felipe Ortiz) e Complot Escena (José Luis Saldaña e Omar Medina).

Destaque para Marcio Ballas (que se destacou no exercício de eliminação de atores mantendo a mesma estória) exercício proposto por Nico Belmar. Destaque duplo para Felipe Ortiz, pela atuação no surdo-mudo proposto por Tope e na proposta do jogo Todos juntos yá, que integrou todos os participantes ajudando o protagonista José Luis Saldaña a construir uma estória de aventura enquanto apoiadores de cena.

E esse foi só o segundo dia desse festival. Amanhã tem Links (com Improcrash) e Teatro de Gorilas (com todos os participantes do festival).