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Mais um dia impressionante no Festival Internacional Los Improvisadores, no Teatro Oriente em Santiago.

A noite começou com Corten, do Impromadrid da Espanha.

Um cronômetro marca em um enorme telão que cobre todo o fundo do palco, o tempo que os geniais espanhóis terão que improvisar estórias, baseadas em sugestões dadas pelo público. Durante a execução das cenas, os atores gritam Corten: as luzes se acendem e eles definem com a plateia os destinos de seus personagens.

Concepção moderna de cenário, que ainda conta com a improvisação de Suso33 que pinta o cenário durante a construção das cenas.

O espetáculo conta também com a improvisação musical do genial Nacho Mastretta, tocando clarinete e teclado e construindo cenas junto com o grupo.

No espetáculo de ontem, o figurinista do espetáculo, dando cor aos personagens criados foi Omar Argentino Galván, que inclusive já havia feito uma crônica sobre a estreia desse espetáculo em Madrid. É dele também, mas uma de suas incríveis notas, publicada hoje, descrevendo sua experiência com esse festival.

Já conhecidos pela sua habilidade de construção de narrativas e pela sofisticação da concepção de espetáculos, Jorge Rueda, Ignacio Soriano e Ignacio Lopez, construiram um espetáculo refinado, de extremo bom gosto, de execução impecável. Absolutamente inesquecível.

A noite se segue, dando lugar para o espetáculo Más Menos.

O espetáculo foi apresentado pelo brasileiro Mateus Bianchim.

Nesse espetáculo três equipes de quatro jogadores dos vários países convidados, realizavam uma grande cena dividida em três partes.

Após a execução da primeira, no formato e com recursos decididos por cada grupo, com plataformas solicitadas para o público, o público decide se querem assistir a continuação das cenas, dizendo Más (se querem continuar a ver) ou Menos (se não quiserem mais ver as cenas).

As três equipes:

Equipe 1:

Angélica Rogel, do Complot Escena do México.

Carlos Alberto Urrea Lasprilla, do La Gata Impro da Colômbia.

Jorge Rueda, do Impromadrid da Espanha.

Marco Gonçalves, do Jogando no Quintal do Brasil.

Equipe 2:

Juan Carlos Medellín, do Complot Escena do México.

Marcio Ballas, do Jogando no Quintal do Brasil.

Nadine Antler, do Die Kaktussen da Alemanha.

Nico Belmár, do Colectivo Teatral Mamut do Chile.

Equipe 3:

Allan Benatti, do Jogando no Quintal do Brasil.

Charo Lopez, do Improcrash da Argentina.

Felipe Ortiz, do La Gata Impro da Colômbia.

Sergio Panqueque Molina, do Colectivo Teatral Mamut do Chile.

Por fim, somente com camisas 10 em cena, tivemos más para todas elas e vimos as três cenas completas.

Hoje, é um dia com muitas atividades!

Teremos Teatruras , espetáculo infantil do Impromadrid; Vivo, espetáculo solo de Marcelo Savignone e à noite Stage Time com a participação de jogadores de todas as equipes do mundo.

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Ontem foi dia de Brasil no Festival Los Improvisadores, no Teatro Oriente, Santiago, Chile.

Apresentou-se Caleidoscópio, do Jogando no Quintal. Allan Benatti, Marco Gonçalves, Marcio Ballas, Rhena de Faria, Cristiano Meirelles e Ernani Sanchez (iluminação) fizeram um trabalho belíssimo, como de costume, nos orgulhando muitíssimo brasileiros, nesse festival.

Para quem não conhece seu formato, o espetáculo inicia com pequenos depoimentos de lembranças vividas nas vidas pessoais de cada um dos improvisadores. Cada estória leva a perguntar para plateia plataformas que vem também de suas vivências pessoais. As cinco plataformas colhidas do público servirão de inspiração para a criação de cinco estórias, que em meio ao espetáculo se entrelaçam.

Mais uma vez me impressionou a beleza das estórias contadas, o poder da criação de imagens, o carisma que ganha facilmente o público e por fim a capacidade de contruir a interligação das estórias de forma tão concisa e ao mesmo tempo tão suave.

A noite se seguiu com o espetáculo Mosaico.

Formato de improvisação em que são solicitadas plataformas ao público que serão utilizadas como inspiração para todas as diversas cenas criadas por grupos distintos de atores que estarão em cena, sob direção de Sergio Panqueque Molina, do Colectivo Teatral Mamut. Foram pedidos uma frase, um lugar, um sentimento, um objeto e algo que caracterizava uma cultura.

Foram convidados 20 jogadores de distintos países.

Alemanha: Nadine Antler e Florian Toperngpong (Die Kaktussen).

Argentina: Omar Argentino Galván (Improtour), Pau Farias e Rodrigo Bello (Improcrash).

Brasil: Guilherme Tomé (É Tudo Improviso e Olaria GB), Marcio Ballas (Jogando no Quintal e É Tudo Improviso), Mateus Bianchim e Rhena de Faria (Jogando no Quintal).

Chile: Mali (Los Improvisadores), Mario Escobar Olea, Monica Moya e Nico Belmár (Colectivo Teatral Mamut e Los Improvisadores).

Colômbia: Daniel Orrantia, Juan Gabriel Turbay e Mabel Moreno (La Gata Impro).

Espanha: Ignácio Lopez e Ignacio Soriano (Impromadrid).

México: Angélica Rogel, José Luis Saldaña e Juan Carlos Medellín (Complot Escena).

 

Hoje é dia de Corten, do Impromadrid da Espanha e Más Menos com participação de integrantes do mundo todo.

Mais um dia incrível no Festival Los Improvisadores, no Teatro Oriente em Santiago, Chile.

Fomos presenteados no dia de ontem com a estreia do espetáculo X-Ha Muerto do Complot Escena, do México.

O espetáculo utiliza como norteador a tradição mexicana de cultuar a memória dos mortos. Diante da morte, os familiares costumam realizar uma reverência em que apresentam pertences que caracterizavam muito o ente que faleceu e se confraternizam.A premissa utilizada no espetáculo é a de que se fale de uma pessoa muito especial, contando de sua vida e de sua morte através de depoimentos pessoais dos familiares e conhecidos.

O espetáculo começa com uma balada muito bonita, tocada com violão solo por Leonardo Prieto.

Segue-se a entrada do protagonista, que vai falar um pouco quem é ele, e depois dele se seguem, um a um os outros que prestam depoimentos de situações vividas cronologicamente em sua vida com o protagonista, por inspirações de frases sugeridas pelo público.

José Luis Saldaña, Omar Medina, Juan Carlos Medellín e Angélica Rogel, tem performances inesquecíveis e irreparáveis.

O lirismo, a dramaticidade teatral e a capacidade de adentrar-se aos personagens e contar as estórias foram emocionantes.

Complot Escena mostra sua face menos cômica e muito mais reflexiva e introspectiva. Uma performance memorável, certamente a melhor de todas as apresentações até esse momento do Festival e digna do unânime entusiasmo de todos aqueles que presenciaram esse espetáculo.

Segue-se a noite do festival com o Cage Match.

Formato americano de improvisação. Nele, ontem quatro equipes de países diferentes foram desafiados a propor uma cena com plataformas e números de jogadores por eles determinados, que deve se encerrar em 20 minutos, onde quer que ela tenha chegado.

O mestre de cerimônias foi Marcio Ballas (Jogando no Quintal e É Tudo Improviso).

As equipes:

Impromadrid da Espanha (Jorge Rueda, Ignacio López e Ignacio Soriano), acompanhados do músico Nacho Mastretta.

Improcrash da Argentina (Charo Lopes, Pau Farias, Rodrigo Bello e Luciano Barreda) acompanhados de Francisco “Foco” Cerda, músico do Colectivo Teatral Mamut.

La Gata Impro, da Colômbia (Carlos Alberto Urrea Asprilla, Felipe Ortiz, Mabel Moreno, Daniel Orrantia e Juan Gabriel Turbay), acompanhados do músico Sebastián Rodriguez.

Colectivo Teatral Mamut (Sergio Panqueque Molina, Monica Moya e Nico Belmár), acompanhados do músico Francisco “Foco” Cerda.

Sagrou-se campeão o Colectivo Teatral Mamut, por voto popular.

Novo formato, novas experiências, tudo muito enriquecedor aqui direto do Chile.

Hoje é um dia especial para nós do Brasil. É dia de Caleidoscópio, do Jogando no Quintal.

Mais à noite, Mosaico.

Segundo dia do Festival Los Improvisadores no Teatro Oriente em Santiago, Chile.

Hoje somos presentedos com três espetáculos de Impro.

O primeiro deles é o infantil Macedônia, do Improcrash da Argentina.

Usando roupas esportivas coloridas em duplas, os quatro integrantes (Charo Lopes, Paula Farias, Rodrigo Bello e Luciano Barrreda) entram ao som de uma música eletrônica que nos lembra um jogo de vídeo game, dançando uma coreografia que lembra muito a dinâmica desse tipo de jogo. Logo depois, cada um deles, entra com uma plataforma, que é solicitada ao público, caracterizado de um personagem, que geram cada uma das cenas. Na última cena, crianças são chamadas ao palco para construirem junto com o elenco uma estória improvisada.

O espetáculo é bastante dinâmico tem um ritmo bastante ágil e alegre, cada um dos personagens contruído por cada integrante consegue ganhar a atenção das crianças, que ficam entretidas e concentradas o tempo todo. Um belo e divertido espetáculo infantil.

O segundo espetáculo do dia é o Solo de Impro, de Omar Argentino Galván.

Uma cartola, um chapéu e uma gravata nos esperam no saguão do teatro, penduradas em um mancebo de madeira. Nele, colamos diversas frases e palavras que ajudarão um dos maiores gênios da improvisação mundial a escrever seu solo de impro.

Sob a inspiração  do músico improvisador convidado do dia, Omar começa a tecer sua colcha de retalhos levando a interligar suas estórias através do efeito borboleta. Sendo a segunda vez que assisto, destaco o estilo Cortazar, que finaliza o espetáculo de forma lírica, onírica e sempre impressionante.

O terceiro espetáculo da noite foi o Jam Session.

Apresentado por Nadine Antler (do Die Kaktussen) e Carlos Alberto Urrea (La Gata Impro), improvisadores de 6 países propõem exercícios de improvisação para cada um dos demais colegas de improvisação gerando um intercâmbio de experiências e aprendizado. Alemanha, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México, representados por Die Kaktussen (Florian Toperngpon), Improcrash (Paula Farias e Luciano Barreda), Jogando no Quintal (Marcio Ballas e Rhena de Faria), Colectivo Mamut (Monica Moya e Nico Belmar) e Improvisadores (Maly) , La Gata Impro (Daniel Orrantia, Juan Gabriel Turbay, Mabel Moreno e Felipe Ortiz) e Complot Escena (José Luis Saldaña e Omar Medina).

Destaque para Marcio Ballas (que se destacou no exercício de eliminação de atores mantendo a mesma estória) exercício proposto por Nico Belmar. Destaque duplo para Felipe Ortiz, pela atuação no surdo-mudo proposto por Tope e na proposta do jogo Todos juntos yá, que integrou todos os participantes ajudando o protagonista José Luis Saldaña a construir uma estória de aventura enquanto apoiadores de cena.

E esse foi só o segundo dia desse festival. Amanhã tem Links (com Improcrash) e Teatro de Gorilas (com todos os participantes do festival).

Cheguei hoje à tarde para acompanhar pessoalmente o Festival Los Improvisadores em Santiago no Chile, uma parceria do canal Viax (e seu exitoso programa Los Improvisadores) e o Colectivo Teatral Mamut.

Logo que cheguei à tarde, acompanhei a reunião das equipes na Sala Chucre Manzur, sede do Colectivo Teatral Mamut. Enorme festa da Improvisação Mundial o encontro das equipes do Colectivo Teatral Mamut/ Chile, Improcrash e Omar Galvan/ Argentina, Complot Escena/ Mexico, Companhia Die Kaktussen/ Alemanha e La Gata Impro/ Colombia. Durante essa tarde foram apresentados para a organização do evento e discutido os formatos dos jogos que serão propostos a todas as equipes, sempre no horário das 22h todos os dias, além de espetáculos das próprias companhias, workshops e discussões técnicas que constam abaixo no programa do evento.

Logo mais à noite assisti o primeiro evento do festival. O espetáculo Mr. Impro, do formato Micetro, proposto por Keith Johnstone e licenciado pelo Internacional Theatresports Institute. O espetáculo é amplamente conhecido e popularizado no Chile pelo próprio time do Colectivo Teatral Mamut como um dos 9 espetáculos propostos pela companhia.

O festival inicia com a abertura do apresentador do programa Los Improvisadores, Juan Jose Gurruchaga, anunciando todos os participantes, o que é acompanhado de uma manifestação empolgada, semelhante as que vejo no Brasil depois do boom da improvisação teatral no Brasil. O Teatro Oriente, com cerca de 700 lugares em sua plateia baixa praticamente estava tomado de fãs, em sua maioria adolescentes, fanáticos por seus atores e pelo programa, grande sucesso do canal Viax no Chile e que popularizou a improvisação chilena entre seu público.

Gurruchaga convoca Mario Escobar Olea, para ser o apresentador do Mr. Impro. Nesse formato, os jogadores foram numerados de 1 a 14 (Los Improvisadores, Jogando no Quintal, La Gata Impro, Improcrash, Complot Escena e Die Kaktussen) e sob a batuta da direção de Omar Argentino e Monica Moya, jogaram diversos jogos de improvisação. Os diretores selecionavam aleatoriamente os jogadores por número e a quantidade de jogadores era definida conforme o jogo (Freeze, Troca de Personagens, Estilos, Musica Homenagem, entre outros). O público elegia através de palmas, notas de 1 a 5, para aquele grupo que participou da improvisação. Os grupos com notas menores eram eliminados da competição.

Ao final, permaneceram Carlos Alberto (La Gata), Tope – Florian Toperngpong (Die Kaktussen) e Sergio Panqueque (Complot Escena). Jogaram cada um, um pequeno solo de Impro, com tema título, sorteado de frases propostas pela plateia. Todos os três fizeram excelentes solos, corporais, com boas estorias, entretanto se saiu vitorioso, Sergio Panqueque.

Muito bom ator, carismático com seu publico com sua boa dose de clown, Panqueque representou muito bem sua casa e foi amplamente apoiado por sua legião de fãs. Apesar de um formato de eliminação por nota de grupo nem sempre causar eliminações justas, os três últimos competidores ficaram ao final com justiça. E mais ainda com justiça, Panqueque se saiu vencedor, coroando o momento de entusiasmo da improvisação teatral no Chile.

Gentil, ao final, Panqueque passa o cetro e coroa a Tope, improvisador alemão que com muita destreza e também carisma, também ganhou o público pelo esforço em improvisar em inglês.

O festival está incrível e só está começando. Farei um diário de bordo contando cada um dos detalhes desse festival nesse blog. Amanhã Macedônia (espetáculo infantil do La Gata Impro), Solo de Impro (Omar Argentino Galván) e Jam Session (com diversos jogadores do mundo).

Seguem fotos do palco e algumas das fotos do espetáculo.

Palco aguardando o início do espetáculo

Entrada dos Los Improvisadores no palco, seguido da manifestação entusiasmada do público.

Mario Escobar Olea, o apresentador do espetáculo.

Os diretores da noite: Omar Argentino Galván e Monica Moya

Apresentação dos jogadores

Jogadores aguardando instruções para o primeiro jogo da noite.

On stage: Mexico (Omar Medina), Brasil (Marcio Ballas), Argentina (Charo Lopez) e Alemanha (Nadine Antler). Direção: Monica Moya.